quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Odisséia Parte III: NY-Style Cheesecake perfeito!


A quinta-feira começou com um mail do meu professor, querendo falar urgentemente sobre a minha nota de recuperação na matéria mais chata do universo, Sistemas Estruturais. Como eu sabia que tinha ido mal, achei que era pra falar que eu ia reprovar outra vez [já fiz essa matéria algumas vezes...]. Mas NÃO, era pra falar que ele me APROVARIA!!!! Wow, a ficha ainda não caiu, mas para comemorar decidi embarcar novamente nos mistérios do cheesecake.

Dia desses a Renata postou um comentário super fofo aqui na Cozinha Coletiva. Fui fuçar no blog dela, que é o Strawberry Crumble [e que eu recomendo por demais!] e no meio daquelas delícias achei a foto do cheesecake perfeito [na minha opinião, né]. Salvei a receita para esperar a primeira oportunidade de gastar fortunas em cream cheese. E comemorar minha aprovação foi a tal oportunidade!
Bom, a receita vocês pegam aqui com a Renata [a receita não pede, mas eu adicionei raspas de meio limão].
As novidades dessa receita são o leite, a farinha de trigo e o sour cream*, que acabam deixando a massa mais para líquida do que para cremosa [antes de assar, né?]. Além disso, ele assa em forno muito baixo e fica descansando, depois de pronto, umas cinco horas, dentro do forno, para não rachar. Nem preciso falar que não aguentei esperar e ele rachou, né? Mas sabe que ficou simpático, rachado? E o melhor: a farinha não deixa ele abaixar [vivaaa!!!uhuuu!!!!], além do leite e do sour cream fazerem a receita render ; )
Outra coisa: depois de descansar, leve pra geladeira. Faça de véspera pra ele passar a noite na geladeira. Eu cortei o cheesecake sem gelar e era uma coisa.... só no outro dia, depois de geladeira, ele alcançou a textura PERFEITA!!! Juro, de babar. Ai ai...

Então muito obrigado, Renata, pela receita marvilhosa! Aliás, fuçando eu vi que a receita ´de cheesecake da Bakerella é bem parecida com essa! Fazer um cheesecake requer uma grana legal, porque fica caro, então quando eu for fazer não vou ter mais dúvidas, vai ser essa receita! Ah, e obrigado por quem torceu pra mim na prova : D



*Sour cream: a Renata substituiu na receita por creme de leite. Há quem substitua por iogurte natural. Mas você pode preparar sour cream caseiro misturando uma colher de sopa de suco de limão em uma xícara de creme de leite fresco. É só deixar descansar por 30 minutos fora da geladeira e utilizar.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

'Desventuras em série' ou 'Feliz Aniversário, Maits!'


Hallo people!
Eu já falei aqui da minha amiga Maitê, lembram? Então, tudo começou quando o namorado dela, o Felippe, resolveu fazer uma festa de niver surpresa pra ela, lá em Araçatuba, cidade onde eles moram, comifo e com a Vanessa, irmã da Maits, como cúmplices.
Em sete anos de amizade com a Maits sempre era ela quem me visitava... Araçatuba eu sempre vi como cidade do calor infernal, e eu sou de chantilly, derreto fácil no calor..rs. Mas dessa vez eu prometi que a visitaria no niver dela, além de ter combinado de fazer o bolo e os doces para a festa surpresa.
Bom, quanto aos doces, decidimos um Bolo de Baunilha da Pat Scarpin de três camadas recheado com creme de leite ninho e damascos [que a Maits adoora]. Além disso, cupcakes decorados com pasta americana e aqueles cake pops da Bakerella. Legal, né?
Então, não muito: levei os cake pops já moldados, faltando só banhar no chocolate e confeitar - São Carlos até Araçatuba demora 3,5 horas - resultado: derreteram.
Quanto ao bolo, tudo certo até o chantilly base do recheio e cobertura passar do estado fluffy para o líquido total  devido ao leve calor araçatubense e o bolo desandar por completo. Ficou tão terrível que eu disse q derrubaria 'acidentalmente' o bolo caso alguem decidisse servi-lo.
Então os cupcakes salvaram o dia [e a minha reputação.. será?]. Num momento de 'ou vai ou racha' resolvi abrir uma tampinha no mini-cupcakes [eram delicadamente minis], rechear com damascos cozidos picadinhos e bater um creme de manteiga e cream cheese para cobrir. A Maits [que descobriu a festa surpresa facilmente, já que eu estava fazendo tudo na cozinha dela] me ajudou. Enrolei a massa dos cake pops outra vez, só em bolinhas mesmo, e banhamos no chocolate.

E o bolo? Tá lá até agora, na geladeira, parecendo panquecas americanas com calda, tamanho XG. E a festa? Não foi surpresa, mas foi super divertida! E a Maits? Tá ficando velha..hehehe. E o calor de Araçatuba? É forte, viu... E o bolo? Que bolo?rs 

OBSERVAÇÃO: Agora uma promessa E dívida: vou fazer um bolo do jeito que eu imaginava e do jeito que DEVERIA TER FICADO e vou chamar a Maits pra comer. Ah, e daí fotografo e posto aqui.
Ah, e os cake pops ainda vão aparecer muito por aqui! Aguardem ; )

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Tarte Tatin e o feriadão em família



Na sexta-feira de carnaval fiz duas malas, mais uma bolsa, peguei margarina culinária, um livro de receitas e minha fôrma de fundo removível e embarquei pra cidadezinha dos meus avós disposto a matar a saudade e ainda preparar uma bela sobremesa.
No sábado cedinho vovós vão ao mercado e perguntam: 'quer alguma coisa de lá?'. 'Maçãs!!!' respondo, já pensando na torta que eu ia preparar. Bom, a torta é um clássico francês - acho que todo mundo já ouviu falar, inclusive da origem do nome, então vou contar resumidamente: As irmãs Tatin tinham um hotel numa cidadezinha do Vale do Loire, e no hotel havia um restaurante. Diz a 'lenda' que um dia uma das demoiselle Tatin foi fazer uma torta de maçãs, mas deixou-as cozinhando demais no açucar, até 'pegar no fundo' da panela. No desespero do momento ela pensou 'quer saber, Va te faire foutre!' [palavrão em francês pode], botou a massa por cima de tudo, levou ao forno e virou a torta num prato. E foi sucesso absoluto! Aliás, ainda é.
Peguei três receitas da dita torta, além de 2 vídeos passo a passo no youtube. E fui para o fogão.
Pra fazer o caramelo usei 2 xícaras de açucar, uma de água e uma de vinho tinto, seguindo a receita da revista Cláudia Comida e Bebida. Depois dos 20 minutos fervendo que a receita pedia, minha calda estava em ponto de bala dura, o que achei muito estranho. Bom, na hora de despejar a calda na fôrma lembrei que não daria certo, pois vazaria tudo pelo fundo removível. Sorte que o cabo da frigideira em q eu preparava a calda soltava, entao fiz a torta nela mesmo [num dos vídeos q vi o chef também assava na própria frigideira[20cm de diâmetro]. Ao invés de maçãs fatiadas, eu só descasquei e cortei-as na metade, pois queria uma torta com a cara da que a Meryl Streep faz no Julie e Julia [lembram, quando ela e a Simca estão dando aula de culinária francesa?]. Foram oito maçãs daquelas ácidas, pequenas: sete cortadas na metade e a oitava picada, cobrindo os espaços entre as metades. E, esperando que com a água das maçãs sendo cozidas a calda chegasse no ponto, botei as maças na calda quente mesmo, e levei ao forno por 20 minutos, até as maçãs ficarem realmente macias. Retirei, cobri com uma massa de torta basicona [200g de farinha; 100g de manteiga; 2 colheres de açucar e 3 de água gelada], dobrei a massa nas laterais, como a receita pedia, e fiz um pequeno orifício no meio, pra escapar o vapor. Forno mais uns 15 minutos, até a massa dourar e desenformei quente, deixando meu pai com cara de bobo por ter dado certo!

Impressões: a torta fica linda mesmo! O aroma é delicioooso. A receita rende muito pouco, infelizmente e o sabor não achei nada excepcional.. gostoso, mas não incrível. Mas é legal contar quem você fez um clássico francês, né? Ah, e fica mais gostosa morninha!


 PS: as fotos lindas devo ao meu irmão querido, e ao celular dele. E à paciência dele em me aguentar pedindo pra assim que ele chegasse em casa descarregasse as fotos e me mandasse ; )
PS2: a cozinha da minha vó Gilda parece de fazenda: enoorme, escura, rústica... por isso as fotos tão com esse clima noir : D

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tortas & Temas 03: Easy Lemon Pie



Dia desses, navegando no youtube em busca de uma boa receita de Tarte Tatin, encontrei os vídeos de uma dona de casa americana, chamada Maria, que adora cozinhar! Ela grava tutoriais de receitas em sua cozinha [você pode ouvir o cachorro dela latindo, em alguns videos] e joga no youtube. As receitas são bem legais e o passo a passo ajuda muito. Dentre as receitas dela, achei essa facílima-prática-da silva, de uma Torta de Limão que não leva merengue nem chantilly, só um creme de gemas e limão que quando assado ganha uma textura incrível!! Vale a pena perder uns minutinhos na cozinha só para sentir a textura desse recheio, diferente de todas as Tortas de Limão que já provei!
Segue o video em ingles, mais a receita, com leves alterações:

               

Massa:
Como ela usa uma massa comprada pronta, fiz uma bem básica minha, com 200g de biscoito maizena batido no liquidificador até virar farinha e 5 colheres de margarina. Forrei o fundo e laterais da fôrma de tortas de 24cm, pincelei com uma clara batida com um pouquinho d' água, e forno 180 graus por uns 10 minutinhos, no máximo.

Recheio: [aumentado, pois eu queria uma torta mais alta]
1 lata e meia de leite condensado;
5 gemas passadas na peneira;
suco de 5 limões sicilianos.

Preparo:
Na batedeira, em velocidade média, bata as gemas e o leite condensado por 5 minutos, até ficar cremoso e leve. Você vai notar que a textura muda completamente. Vá adicionando o suco aos poucos, sempre batendo [bati mais uns 5 min].
Recheie com o creme a massa de tortas já fria, e leve ao forno 180 graus por 20 minutos, até o recheio firmar totalmente.
Polvilhei com açucar de confeiteiro depois de pronta. 


PS: tenho prova decisiva amanhã, torçam por mim!! :S

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Odisséia Parte II: Cheesecake sem forno


Oi, gente!
Segundo post sobre cheesecake, segundo cheesecake da minha cozinha.
Para dar uma variada, resolvi dessa vez testar uma receita de 'Mock' Cheesecake, que a gente pode traduzir por Cheesecake fingido. E é essa parte do fingido que é a mais interessante: ao contrário das receitas clássicas, essa versão não vai ao forno e nem leva ovos no creme de queijo.
O site Joy of Baking, que eu adoro e confio, dá uma explicação bem legal sobre a origem dessa receita. Resumindo, a receita surge nos EUA nos anos 60, quando algumas mulheres, pensando na praticidade, desenvolveram essa versão rápida e saborosa de um clássico. O 'cheesecake sem forno' aparecia com frequência, na época, em revistas femininas, em livros de culinária e em conversas entre vizinhas, sempre se destacando pela facilidade no preparo e pelos ingredientes que qualquer pessoa tinha em casa.
Eu achei essa explicação bem bacana, e resolvi testar a receita e compará-la com a tradicional que vai ao forno. Essa é muito facinha, você vai precisar de: [receita adaptada do Joy of Baking]

Ingredientes da massa:
200g  de bolacha maizena batida no liquidificador até virar farelo;
2 colheres de sopa de açucar branco;
5 colheres rasas de sopa de manteiga ou margarina derretida.

Ingredientes do creme de queijo:
300g de cream cheese em temperatura ambiente;
1/4 de xícara de açucar;
1 colher de chá de extrato de baunilha;
Raspas de 1 limão;
240ml de creme de leite fresco batido em chantilly.

Preparo da massa:
Misture os ingredientes formando uma massa. Espalhe pelo fundo e bordas de uma fôrma de fundo removível [23cm de diâmetro]. Cubra com filme plástico e deixe no congelador enquanto prepara o creme.

Preparo do creme de queijo:
Bata o cream cheese até ficar leve. Adicione o açucar e continue batendo até ficar fofo. Adicione a baunilha e as raspas e misture bem.
Adicione o creme de leite batido em chantilly e vá incorporando vagarosamente, sem bater, até ficar homogêneo. Recheie a massa gelada. Acerte a superfície com uma espátula. Cubra e leve à geladeira por um bom tempo [deixei de um dia para o outro, mas umas 3 horas é suficiente, até firmar. Desenforme e sirva.

Eu segui a indicação do site e servi acompanhado com uma calda grossa de cerejas ao marasquino.


Bom, é muito gostoso, sem dúvida. É MUITO prático, fácil, não tem como errar e fica lindíssimo, lindo mesmo - não racha, não passa do ponto, não murcha, não abaixa. É bem mais barato que o cheesecake tradicional, também.
Mas é bem mais sem graça :S
Claro, é muito saboroso. Mas se você já provou do Cheesecake assado, vai sentir saudade ao comer desse.


PS: Eu não devia, mas fiz um novo logo para o blog, o que acham desse? :D

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Trouxinhas de Coco


Da última vez que visitei minha mãe, trouxe um pote cheio de cocada mole, pensando em usar como recheio de muffins. Acabei não fazendo nada e, com medo do doce estragar, além da desculpa de levar uns quitutes de presente pro meu irmão [esse que tá na foto do perfil comigo e com a minha mãe], saí em busca de receitas que levasse não coco, mas cocada.
Achei essa de trouxinhas. Como eu tinha a cocada pronta, só dei uma rebuscada nela adicionando ovos, canela, baunilha, e levando no fogo, mas aqui vai a receita na íntegra, da trouxinha e da cocada.
Sinceramente, eu achava que essa receita fosse bem sem-gracinha, só uma coisinha doce pra beliscar, mas é incrível como a massa sequinha derrete na boca e se completa com a cocada cremosa! E nem é muito doce, como tive medo que ficasse. As vizinhas aqui da república adoraram : D

Ingredientes para a massa:
3 xícaras de farinha de trigo;
1 colher de chá de sal;
1 colher de chá de açucar;
1 xícara de margarina gelada, picada em pedacinhos [aquelas com 80% de lipídios];
De 6 a 8 colheres de sopa de água gelada.
1 ovo ligeiramente batido para pincelar.

Ingredientes do recheio de cocada:
3 xícaras de coco ralado;
1 e 1/4 xícaras de açucar;
1 pitada de sal;
3 ovos;
1 colher de chá de extrato de baunilha;
1/3 de xícara de farinha de trigo;
1/2 colher de chá de canela em pó.

Preparo do recheio:
Junte todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo, mexendo sempre, até engrossar [ponto de brigadeiro mole]. Deixe esfriar completamente e reserve.

Preparo da massa:
Misture farinha, sal e açucar. Junte a margarina picada e misture com as pontas dos dedos até conseguir uma farofa. Acrescente a água aos poucos, amasse levemente, forme uma bola e leve para a geladeira por 30 minutos.
Abra a massa com um rolo na espessura de uns 4mm, cortando círculos de 15cm de diâmetro. Recheie cada círculo com duas ou três colheradas de cocada, deixando uma borda de uns 3cm em toda lateral. Dobre as bordas sobre o recheio, apertando-a para fechar, mas reserve o centro aberto, como uma trouxa aberta. Seja cuidadoso pois a massa pode rachar nas dobras.
Coloque as trouxinhas com cuidado em assadeira untada e enfarinhada, pincele com o ovo e leve ao forno preaquecido 180 graus por 20 minutinhos.
Sirva morna ou fria, polvilhada com canela ou açucar de confeiteiro.
Rende 8 trouxinhas.

DICA: Você pode utilizar essa mesma massa, variando o recheio: frutas frescas, goiabada e ricota, além de recheios salgados como ratatouille, cebolas e queijo, etc.


PS: essa toalha xadrez linda da foto e a colher de pau fazem parte do prêmio do concurso de bolos do blog da Sandra, o Eu Sei Disso... Vou fazer um post só falando dos apetrechos do kit super caprichado logo logo, assim que eu comprar pasta americana para usá-los! Sandra, adorei tudo, muito obrigado! ; )



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Odisséia do Cheesecake - Primeira Tentativa


Na infância, eu torcia o nariz. “Eca, é um doce feito de queijo? Não quero não...”. E corria pra tortas mais açucaradas.
Depois, fui ficando curioso. “Será que isso é bom mesmo?”. Uma amiga, lembrando do ano que passou nos Estados Unidos, fez uma receita... achei bem estranho, comi só a casca.
Muito mais tarde, vendo Friends, no episódio dos Cheesecakes, pensei “meu, isso tem que ser bom!”, e saí em busca de algum que me convencesse. E finalmente me convenci, era bom. Mais, era deliciosamente fofo e saboroso, muito diferente do da minha amiga e da imagem que eu fazia quando criança.

Desde então, em todo lugar [raro aqui no interior] que vejo Cheesecake no cardápio, peço pra provar. Mas só tenho levado prejuízo com isso: cheguei a pagar 13 reais em uma fatia de uns 3cm de altura, que era só casca de torta e geléia excessivamente doce de morangos, e o creme de queijo que é bom, quase nada.
Então decidi que, apesar de ser uma receita típica, e claro, difícil, o próximo que eu comesse eu mesmo faria. E saí em busca de receitas.
Descartei logo os que não vão ao forno. Quando quero fazer uma receita típica, sou teimoso, tem que ser ‘A’ receita típica. Se manda ir ao forno, e não vai, então não é de verdade [paranóia minha, não se ofendam, fazedores de cheesecake de geladeira, que eu sei que também é de verdade]. Então geladeira e gelatina em pó já risquei.
Por fim cheguei a quatro receitas interessantíssimas: a do Mixirica, a do Joy of Baking, a do Recipedia e a da revista Cláudia Cozinha. Todas parecidas, todas assadas.
Minha renda de estudante procurando estágio me fez descartar as duas primeiras: a receita do Joy of Baking pede 1 kg de cream cheese, e a do Mixirica 1,3kg! A do Recipedia parecia a mais promissora, mas a história de assar em banho-maria me deixou meio encucado outra vez – era a única que pedia isso. Descartei.
Então fiquei com a seguinte, da Cláudia Cozinha, edição especial de Tortas, de maio/junho de 1999:


Cheesecake Clássico

Ingredientes da Massa:
1 pacote de biscoito Maizena [200g];
5 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente.

Ingredientes do Recheio:
4 ovos grandes;
180g de açucar;
750g de cream cheese de boa qualidade [usei Philadelphia];
2 colheres de sopa [rasas] de suco de limão;
1 colher de chá de essência de baunilha;
1 pitada de sal;
Raspas de 1 limão.

Preparo da Massa:
Bata no liquidificador o biscoito até virar farofa. Misture com a manteiga, usando as mãos e forre o fundo e as laterais de uma fôrma de fundo removível de 23cm de diâmetro. Apare a borda e reserve na geladeira.

Preparo do Recheio:
Na batedeira, bata os ovos ligeiramente. Adicione os ingredientes restantes, um por vez, batendo sempre, até obter uma mistura bem leve [a revista manda bater por 30 minutos.. bati por 20]. Coloque o recheio na fôrma preparada. Asse em forno preaquecido 180 graus até o recheio firmar no centro e dourar a superfície levemente [a revista diz 1 hora e 30 minutos, o meu levou 1 hora]. Deixe esfriar.
Cubra com filme plástico e reserve na geladeira por 3 horas. Desenforme e sirva.


Erros e Acertos

    Fiz a massinha de bolacha, fácil. Na hora de cobrir o fundo e as laterais da fôrma, a massa só deu para o fundo. Relaxei, tentei outra vez e deu certo! Apesar de ficar bem fininha, mas eu tinha visto uma foto no Joy of Baking em que a massa era bem fina mesmo. Então Ok.
    No preparo do recheio foi fácil! Acrescentei umas raspas de limão e um pouquinho de extrato de baunilha, pois todas as outras receitas pediam isso. O estranho era o tempo de batedeira, que a revista sugere ser de 30 minutos! Achei que a revista pudesse ter errado, mas mesmo assim bati por 20. Pra desencargo.
    Forno preaquecido 180 graus por uma hora e meia. Bom, o forno aqui é bem forte, então foi 160 graus, e em meia hora a superfície já estava dourada. Deixei 1 hora, testando se o centro estava firme, como sugeria... e estava.
    Aliás, a cheesecake saiu linda do forno: parecia um souflé, estufado mesmo, fofo, dava pra ver que estava todo aerado.. “Deu certo!” pensei. Dois minutos depois abaixou. Procurei na net informações sobre cheesecakes abaixarem e nada. Será que é por isso que costumam lotar a superfície de geléia? Seria um disfarce?
Embrulhei e foi pra geladeira meio com cara de decepção.

Pelas dez horas da noite desenformei o cheesecake e todos os meus medos sumiram enquanto a faca deslizava para cortar a primeira fatia. Cremoso, leve, soborosíssimo da silva. Modéstia à parte, o melhor que já comi! E revendo o episódio de Friends, percebi que é normal ele dar uma abaixada mesmo. A primeira fatia comemos com uma caldinha de mel, depois nem precisou.
Primeiro cheesecake d'A Cozinha Coletiva aprovado com honras!

por favor, clica na imagem, pra ver em tamanho maior e perceber os furinhos na massa :D