quarta-feira, 30 de junho de 2010

Entrevista Coletiva entre food-bloggers



Oi gente!
Acabei de entregar minha monografia. Amanhã começam os preparativos para a banca, onde apresento o meu projeto de arquitetura, finalmente. A monografia não ficou lá essas coisas, mas o material para a banca ficará perfeito! A banca é dia 8, então dia 9 tô de volta com força total!

Maaas, hoje vamos falar de outra pessoa, não de mim. A Andréa, do blog Aromas e Sabores, foi super gentil em me convidar pra essa Entrevista coletiva entre blogs, que é legal pra nós, blogueiros, e os nossos visitantes fiquem sabem um pouco mais sobre a gente.

Eu fiquei responsável por entrevistar a Fabi, do Figos & Funghis, que é um food-blog super legal, cheio de receitas ótimas e fotos realmente lindas - bom gosto total! E como a Fabi adora fazer risottos, massas, carnes e saladas, dá certinho: você faz o almoço por lá e a sobremesa por aqui! :P [brincadeira, lá também tem bastante receita legal para sobremesa!]
Olha o que a Fabi respondeu para a Cozinha Coletiva:

Cozinha Coletiva- Como a culinária como hobbie se tornou um blog?

Fabi - Eu sempre amei cozinhar, apenas pra mim, para a família e para os amigos, e as pessoas sempre me pediram as receitas dos pratos que gostavam, e muitas vezes me ligavam nos horários mais inusitados pedindo socorro para preparar um almoço ou jantar. Aí então tive a idéia de disponibilizar on line tudo (ou quase tudo) o que eu preparo, pois desta forma todos que quisessem receitas poderiam acessá-las a qualquer hora do dia sem precisar me ligar, não me importo que me liguem, aliás eu adoro quando as amigas ligam pedindo opinião para suas aventuras no fogão, mas achei mais prático assim. Minha irmã foi uma grande responsável pela criação do blog, pois é cozinheira iniciante e me ligou diversas vezes durante a madrugada. Mesmo depois do blog, devo confessar que a irmã e as amigas continuam me ligando de madrugada para pedir receitas...hahahah. Isto é muito engraçado porque às vezes as pessoas me acham doida, estou na fila do banco passando receitas, na praia passando receitas, na fila dos supermercados, e por aí vai.



Cozinha Coletiva - Ainda na idéia de culinária como hobbie, você pensa em tornar esse hobbie um trabalho mesmo, viver disso? Se sim, o que tem feito pra isso?

Fabi - Não, não penso em tornar este hobbie em trabalho, pelo menos por enquanto. Sou advogada e atualmente este é meu trabalho. Adoro cozinhar, é a minha maior paixão! E é na cozinha que eu relaxo, me distraio e tomo minhas decisões, é como se fosse um momento de meditação mesmo. Alguns amigos já me sugeriram abrir um restaurante e até me propuseram sociedade, mas sempre que penso nisso me dá arrepios pois sei o trabalho que dá ter um restaurante.



Cozinha Coletiva - Qual a receita que você mais gosta de preparar? E qual a que nunca dá certo? E qual faz mais sucesso?

Fabi -  A receita na verdade são "as receitas" que eu mais gosto de preparar, são risottos, massas, comidinhas natureba e comida thailandesa. A receita que nunca dá certo pra mim é um pão caseiro que minha mãe faz que é uma receita da minha bisavó, mas nem fico triste porque receita de mãe é receita de mãe né?! Impossível competir! Minhas receitas que fazem mais sucesso são a lasanha vegetariana e os risottos, todos amam. As receitas naturais com grãos e orgânicos também tem "bastante saída"...hahaha.



Cozinha Coletiva - Quais suas influências caseiras, isto é, quem em casa te ensinou o ABC da cozinha?

Fabi -  Com toda certeza minha mãe. Quando ela me flagrou no fogão pela primeira vez com 8 anos de idade em cima de um banquinho percebeu que era melhor me ensinar ou então eu poderia me machucar. Minha mãe é ótima cozinheira, tudo o que ela faz fica incrível!



Cozinha Coletiva - E suas influências gastronomicas, quer dizer, quais chefs ou culinaristas mexem com você?

Fabi - Os que mais amo são Jamie Oliver, Nigella Lawson e Deborah Madison. Na verdade minha maior influência são os livros de culinária, eu sou colecionadora e devoro todos eles, realmente sou viciada nesses livros. Se o livro é bom certamente irá me inspirar.



Cozinha Coletiva - Qual a receita que você sempre quis fazer mais ainda não fez? Ou ingredientes que sempre quis usar mais ainda não usou?

Fabi -  A receita que eu sempre quis fazer mas ainda não fiz são muitas, mas uma em especial é um salmom defumado caseiro que eu estou tomando coragem para tentar, pois é bem complicada. Os ingredientes que eu sempre quis usar mas ainda não usei são as trufas (ou túberas) negras ou brancas, que são carésimas e raras, um tipo de fungo subterrâneo que só pode ser encontrado em determinadas regiões da Itália e França. Fico imaginando mil receitas com elas.



Cozinha Coletiva - O que e quanto o blog mudou na sua vida? Conta sobre essas mudanças e o quanto você se dedica a ele.

Fabi - O blog mudou minha vida para melhor. Fez com que eu me interessasse mais por fotografia, fez com que eu pudesse conhecer muitas pessoas e fazer muitos amigos virtuais que mesmo de longe tornaram-se pessoas queridas, me fez perceber que ainda tenho muito a aprender, me fez enxergar que o egoísmo e a falta de humildade que eu conheci em algumas poucas pessoas neste universo "paralelo" são características que eu nunca quero ter, me fez perder a inocência a respeito de coisas que eu acreditava, mas principalmente me proporcionou um prazer que sem o blog eu jamais teria descoberto: a delícia de poder escrever para pessoas que nem conheço sobre as minhas experiências na cozinha e de poder contribuir com quem está começando a se aventurar neste universo das panelas.



Cozinha Coletiva - Pergunta clássica: o que você gostaria de comer na sua última refeição?

Fabi - A lasanha gratinada de berinjela que minha mãe faz, é impressionante!!!


Você pode conferir as outras entrevistas visitando o Figos & Funghis e os demais blogs participantes:
http://www.cookingweekend.com/ - Gérson
http://www.entrereceitas.blogspot.com/- Raul

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Rala o coco, mexe a canjica!


Gente, muito obrigado pelo carinho de vocês e pelos votos de sorte na minha banca. Faltam 11 dias pra entrega das monografias, estou atrasadíssimo da silva mas vai dar tempo! Pelo menos é o que eu espero.
Eu tinha preparado um post para o dia de São João, mas como não preparei mais nada desde então, vou postar ele mesmo, tá? Um beijo e boas festas juninas pra todo mundo!

Eu tenho lembranças realmente muito boas de festas juninas. Das minhas primeiras lembranças, algumas são das festas juninas de rua que aconteciam perto da casa da minha avó.
Depois, quando eu tinha uns sete anos, minha família mudou de cidade, e minha mãe começou a organizar as fstas juninas nas ruas que moramos: morávamos em média 1 ano em cada cidade, e em todas elas minha mãe reunia as vizinhas para fazer uma festa junina de rua. E depois que a gente mudava, elas continuavam fazendo.
A que mais me lembro foi em Tapiratiba, uma cidadezinha pequenininha na divisa com Minas Gerais. Era a copa de 94, a escola estava em greve e a nossa sala ficava cheia de crianças da vizinhança toda, fazendo bandeirinhas verde e amarela e assistindo os jogos. E de hora em hora chegava alguem com mais um litro de leite, para as panelas enormes de chocolate quente e canjica que ferviam na cozinha. Nossa casa tinha jardim e nele que ficava o mastro com as bandeiras dos santos juninos, onde o padre puxava o terço, na noite da festa. Lembrando parece outro mundo! A gente adorava.
E é só sentir o aroma do leite com canela da canjica que não tem como não lembrar dos meses de junho da minha vida!
Ok, chega se sentimentalismos... rs. Segue a receita:

Canjica Moreninha

Ingredientes:
500g de canjica branca;
1 pau de canela;
1 fatia de casca de laranja [retire a casca com cuidado, sem a parte branca, que é amarga];
1/2 xícara de açúcar refinado;
1 lata de leite condensado;
1 vidro de leite de coco;
3 xícaras de leite de vaca.

Preparo:
Colque a canjica branca de molho em uns 2 litros de água por 2 horas. Coloque a canjica com a água do molho na panela de pressão em fogo alto. Assim que pegar pressão, abaixe o fogo e cozinhe por 1 hora. Retire do fogo, escorra e reserve.
Enquanto isso, em outra panela em fogo alto, despeje o açúcar e vá mexendo com uma colher de pau até derreter. Pare de mexer e espere ficar dourada [cuidado pra não queimar!]. Assim que ficar dourada despeje o leite de vaca e vá mexendo até o açúcar queimado se dissolver. Junte a canela e a casca de laranja e deixe ferver. Quando ferver adicione o leite de coco, o leite condensado e a canjica escorrida. Deixe ferver em fogo baixo por uns 15 minutinho, até ficar cremosa e pronto! Pode ser servida quente ou fria, como você preferir.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Croissant feito em casa!



Olás, ou como diriam os franceses comedores de croissants, Salut!
Pois é, muita gente me disse que depois que eu fizesse meu primeiro pão, eu ia querer fazer pelo menos um toda semana. E não é que é verdade? Pra quem tinha medo de qualquer eceita que levasse fermento biológico, até que eu melhorei muito! Tem até fermento biológico na geladeira aqui da rep, agora!
No dia em que comprei o fermento já começou aquela coçeirinha de o que fazer com ele, sabe? E depois de olhar umas receitas, decidi por Croissant, o pãozinho folhado típico da França. E quis prepará-los típicos mesmo, sem recheio. Eu não sei em cidades maiores, mas aqui só se encontra croissant recheado. Ele é tratado como um salgadinho, tipo esfiha e coxinha. Os meus eu queria para abrir e rechear depois de pronto, ou comer puro mesmo, o que é um delícia!
Criado em Viena no século XV, a palavra Croissant significa Crescente, relativo ao formato de lua crescente que eles tem, alusivo ao símbolo do Império Otomano, inimigo vencido de Viena.
A receita? Tem Massa folhada tem vários métodos diferentes de preparação [método francês, método italiano, holandês e assim vai]. Essa que eu vou passar é básica, bem fácil para se fazer em casa. A fonte é a Revista Cláudia Cozinha, de agosto de 96.
Espero que vocês gostem e percam o medo de massa folhada caseira. Eu perdi!

         
Croissants

Ingredientes:
250g de manteiga;
4 e 1/3 ´xícaras de farinha de trigo;
2 tabletes de fermento biológico festo [são 30g];
1/2 xícara de água morna;
180ml de leite fervendo;
1/4 de xícara de açúcar;
1 e 1/2 colher de chá de sal;
1 ovo ligeiramente batido;
1 gema mais 1 colher de leite para pincelar.

Preparo:
Bata bem a manteiga com 1/3 de xícara de farinha. Coloque entre duas folhas de papel alumínio e abra, apertando com as mãos, até formar um retângulo de maiomeno 15 x 20cm. Leve à geladeira por 1 hora, para endurecer.
Dissolva o fermento na água morna e reserve. Misture em outra tigela o leite, o açúcar e o sal. Deixe amornar e junte o fermento dissolvido e o ovo. Mexa bem, acrescentando a farinha aos poucos. Amasse até obter uma massa homogênea e úmida [fria], mas que não grude mais.
Abra a massa num retângulo de 30 x 40cm sobre uma superfície polvilhada com farinha. Coloque a mistura de manteiga gelada sobre metade da massa, e dobre a outra metade por cima. Aperte as laterais para grudarem. Abra novamente a massa num retângulo e dobre-a em três partes, como uma carta social. Cubra e leve à geladeira por 15 minutos ou até a manteiga endurecer outra vez. Repita esse processo mais duas vezes.
Leve novamente a massa à geladeira e deixe descansar por mais 1 hora. Corte em 4 partes. Abra um pedaço de cada vez em retângulos 10 x 30cm, deixando os outros na geladeira. Corte em triângulos e enrole, da parte mais larga até a ponta.
Coloque-os em assadeira grande, umidecida, com o final da enrolada [a ponta] virado pra baixo. DÊ forma aos croissants dobrando as pontas laterais para dentro. Cubra com um pano e deixe descansar por 45 minutos, até dobrar de volume.
Pincele com a gema misturada ao leite. Asse em forno 180 graus por 15 minutos, ou até dourar.





quinta-feira, 10 de junho de 2010

É tempo de Geléia de Morangos


Olás!
Estou muito feliz, muito mesmo, com a sucesso de visitas aqui na Cozinha Coletiva! O blog tem só 5 meses e já tem um bom número de visitantes diários, de seguidores e, o mais importante, de amigos! Então eu queria começar esse post agradecendo a todos vocês, que passam por aqui, palpitam, ou só olham, ou anotam, ou criticam. Vocês fazem minha alegria, obrigado!
Aproveitando pra dizer que, faltando 19 dias para minha Banca Final da Faculdade, não está me sobrando muito tempo para o blog. Assim, daqui até o final do mês de junho, vou colocando os posts que já tenho preparado, ma não vou conseguir responder os comentários um por um, então já agradeço a todos os comentários e a gentileza de vocês em escrever-me! No começo de julho eu volto a visitar os blogs de vocês e responder direitinho, tá? É que nesse momento estou realmente preocupado em me formar..hehehe.. torçam por mim, please!

Agora a receita facinha de geléia de morangos caseira que eu faço todo ano. A mesma receita faz geléia de amoras, de framboesas e de cerejas, é só trocar a fruta. Mas como é tempo de morangos, vamos com eles né?
O pulo do gato dessa receita eu aprendi com a Simone Izumi, do Chocolatria [visitem, é maravilhoso!], que é a vodca. A vodca não deixa gosto, ajuda no ponto e, o mais importante: deixa a geléia num tom vermelho bem vivo! Fica lindo :D
Segue a receita:


 Geléia de Morangos

Ingredientes:
1kg de morangos maduros [são 4 caixinhas de 250g cada];
400g de açúcar refinado;
Suco de 1/2 limão;
1 colher de sopa de extrato de baunilha;
2 colheres de sopa de vodca.

Preparo:
Coloque um pires no congelador.
Em uma panela de fundo grosso, de preferência antiaderente, coloque os morangos [os grandes você corta ao meio] já lavados e escorridos. Junte o suco de limão, a baunilha e o açúcar e misture bem. Leve a panela ao fogo alto, mexendo de vez em quando até começar a ferver. Quando ferver, abaixe o fogo e com uma espumadeira ou uma peneira pequena, vá retirando a espuma que se forma na superfície [veja a foto abaixo]. Adicione a vodca, e mexa de vez em quando.

A geléia vai ficar cozinhando assim por uns 45 minutos. Depois desse tempo, os morangos já vão estar desmanchando, e não se forma mais espuma na superfície - é o momento em que a geléia engrossa: ela vai começar a espirrar quando você mexe, e você vai ter que mexer o tempo todo.
Retire o pires que você deixou no congelador e pingue um pouco da geléia nele - estará no ponto quando, tombando o pires, a geléia não mais escorrer. VocÊ pode testar o ponto várias vezes, mas depois que ela começa a engrossar e parar de fazer espum, é rápido, no máximo 10 minutos.
Deixe a geléia amornar na panela e distribua-a em 3 vidros médios, previamente esterilizados.

sábado, 5 de junho de 2010

Meu primeiro Pão Caseiro




































"O homem começou a assar pães pelo menos 6000 anos antes de Cristo nascer, na chamada Nova Idade da Pedra. Eram justamente pedras os objetos usados para esmagar as sementes, produzindo uma farinha crua que, misturada com água, se transformava em massa. (...)
Os egípcios foram os primeiros a assar pães com textura fina. Eles se tornaram especialistas em cultivar o trigo, que vendiam aos gregos - estes, com o tempo, se transformaram nos mestres padeiros do seu tempo.(...)
No ano 100 a.C. havia 258 padeiros em Roma. De lá pra cá o pão conquistou o mundo e os métodos de fabricação se sofisticaram, até a automação e a produção em massa do século XX.
Passado tanto tempo, o cheiro de pão quentinho ainda dá ao ambiente uma sensação de aconchego, de reunião, de família.
(...)
Antes de começar a preparar a receita, verifique os ingredientes e utensílios - uma forma pequena demais pode estragar todo o trabalho.
Por fim,só faça pão no dia em que estiver realmente com disposição. Pão não comporta falta de calma.
Depois de aprender as operações, o processo é simples. E há sempre alguma coisa inerente que nos satisfaz, no ato de assar um pão - alguma coisa, provavelmente, relacionada aos 8000 anos de tradição que ele trás consigo."
Bettina, chef da Cozinha de Cláudia


Achei esse texto em uma revista antiga e tive que postá-lo. Ontem eu fiz meu primeiro pão em casa, e não há nada tão mágico quanto o ritual de se misturar os ingredientes, amassar com farinha, até sentir a massa lisa, quem antes grudava toda na pedra, se soltar e ser moldável. Depois a massa é coberta, com carinho, e no espaço mais quentinho da cozinha é deixada pra crescer. Uma bolinha de massa no fundo de um copo d'água de repente sobe e bóia, e a massa que descansava encheu a tigela. Moldar os pães é tradição antiga: estica e enrola, estica e enrola, só usando as mãos, até formar um rolinho apertado. Os rolinhos são acomodados em um tabuleiro grande e, cobertos, descansam outra vez. Em 40 minutos eles dobram de tamanho, gordinhos, prontos para o forno. E no forno ainda crescem um pouco mais, e tomam cor, odourado mais lindo do mundo! A massa aumenta de tamanho mas diminui de peso: os pães saem do forno leves, todo aerados por dentro. Ao desgrudar um do outro você percebe se deu certo: devem rasgar, delicadamente, desprendendo finas camadas de massa leve como algodão. Nisso a casa  toda já cheira a pão quente, a amor e a família.

Segue a receita da minha mãe, e da minha avó, antes dela, e por aí vai. E todo mundo deve conhecer uma ao menos parecida.
Espero que gostem.


Pão Caseiro Básico

Ingredientes:
30 gramas de fermento biológico fresco;
2 xícaras de leite morno [se for quente, mata o fermento, então morno mesmo - experimente na pele a temperatura];
1/2 xícara de óleo;
3 ovos em temperatura ambiente;
1 colher de chá rasa de sal;
1 colher de sopa de açúcar;
1 quilo de farinha de trigo de boa qualidade.

Preparo:
Misture o leite morno, óleo, ovos, açúcar, sal e fermento com um fouet, rapidamente. Você pode bater tudo no liquidificador mesmo, pra facilitar.
Coloque metade da farinha em uma tigela grande, despeje a mistura e vá mexendo com uma colher, adicionando mais farinha. Começe a mexer com as mãos, adicionando farinha aos poucos. Passe para uma pedra enfarinhada, ou mesa, e vá amassando a massa, até que ela fique macia e não grude mais - atenção, ela deve desgrudar não por excesso de farinha, e sim por ser bem amassada - a massa fica com cara de úmida, mas não gruda mais. Você deve amassar, sempre com força, por uns 15, 20 minutos.
Forme uma bola com a massa, retire uma bolinha e reserve. Coloque a massa dentro da tigela grande, cubra com uma toalha dobrada, coloque em uma sacolinha plástica, amarrada, e dentro do forno [desligado], para descansar. A bolinha você coloca em um copo com água fria.
Enquanto isso unte e enfarinhe uma assadeira grande, ou 4 fôrmas de pão de fôrma.
Depois de uns 40 minutos a bolinha, que ficava no fundo do copo, vai subir. Desembrulhe a massa e veja se ela ocupou a tigela toda [dobrou de tamanho]. Se sim, transfira para uma superfície enfarinhada e corte a bola de massa em 4 fatias grossas. Cada fatia será um pão.
Abra uma fatia de cada vez, com as mãos mesmo, até que tenham uns 14cm por 30cm, por aí [as pontas ficaram mais finas, mas é normal]. Enrole o pão: segure a massa por um dos lados menores e com a outra mão puxe o outro lado menor até a primeira mão, enrolando. Desenrole um pouquinho e repita o procedimento, para ficar mais apertado, faça isso umas duas vezes, até vc ver que está com formato de croissant. Faça isso com as 4 fatias de massa.
Coloque os pães na assadeira grande, com a parte da emenda da massa para baixo. Deixe uns 5cm entre os pães. Cubra com a toalha novamente, e deixe descansar por mais 25 minutos, até crescerem outra vez.

Asse em forno preaquecido, 160 graus, por 40 minutos. Se no final os pães ainda estiverem pouco corados, aumente o forno e deixe mais uns 5 minutos ou até pegar cor [os meus não precisaram].

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bolo de Frutas e Aromas



Oi gente!
A receita de hoje é a receita mais comum de bolos aqui de casa! Aliás, e da vizinhança, porque uma vez, assando esses bolos, o gás acabou e terminei de assar no forno da vizinha - o resultado é que cada vizinha ganhou meio bolo, e eu ainda fiquei com um inteiro. Aliás, essa é outra vantagem: essa receita rende muito! E, como disse minha vizinha, é ótimo pra crianças, porque é gostoso e tem muita fibra, coisa que criança geralmente não gosta de comer.
Eu aconselho a assar esse bolo antes de dormir, com a casa já fechada. Eu faço sempre assim porque o aroma de especiarias e frutas se espalha pela sua casa, e no outro dia ainda a casa vai amanhecer cheirando a bolo quente. O melhor momento é quando, tirado do forno, o bolo é pincelado com mel. Façam e me digam, depois, o quão delicioso é o perfume que ele exala!
Segue a receita, espero que gostem! :D


Bolo de Frutas e Aromas

[Rende uma fôrma grande  de buraco no meio, mais uma pequena de buraco no meio, mais uma de bolo inglês, então dá bolo de montão! Se quiser reduzir, basta fazer meia receita]

Ingredientes:
3 maçãs picadas, mais uma fatiada com a casca;
2 bananas amassadas, mais uma fatiada;
3/4 de xícara de uvas passas [opcional];
1/2 xícara de frutos secos [castanhas ou nozes - fiz com nozes];
1/2 xícara de açúcar mascavo;
1/2 xícara de açúcar branco;
6 colheres de manteiga em temeratura ambiente;
4 ovos;
1/2 xícara de leite;
3/4 de xícara de flocos de aveia, mais um pouco para polvilhar;
2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo;
3 colheres de sopa de mel, mais osuficiente para pincelar os bolos;
1 colher de sopa rasa de canela em pó;
1/2 colher de chá de cravo em pó;
3 colheres de sopa de fermento em pó.

Preparo:
Unte e enfarinhe as 3 fôrmas, e preaqueça o forno a 180 gruas.
Bata os açúcares com a manteiga até ficar cremoso. Acrescente os ovos, batendo, um a um. Junte o leite, o mel, a canela e o cravo. Delicadamente, acrescente a aveia e a farinha, mexendo devagar. Adicione o fermento e incorpore-o.
Adicione as bananas amassadas, as passas [opcional] e as maçãs picadas e misture com cuidado.
Divida a massa nas 3 fôrmas[ou 2 grandes] e decore: espalhe as fatias de maçãs, as de banana, as nozes [ou castanhas] e polvilhe com aveia e canela.
Leve os bolos ao forno por 45 minutos.
Retire os bolos do forno, e com eles ainda quentes, pincele mel por toda a superfície.
Desenforme-os depois de frios.