terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Torta {sem forno} de Chocolate e Merengue Tostado



Olás, tudo bem?
De todas as sobremesas postadas ao longo desses seis anos de blog eu não tenho dúvidas de que as achocolatadas são as mais populares. Acho que mais do que de sobremesas, as pessoas gostam mesmo é do chocolate! Por isso sábado pela manhã, enquanto eu mexia uma panela de creme quente e ia derramando chocolate por cima, enquanto aquele aroma forte e delicioso subia direto para o meu rosto, eu pensava "essa receita vai fazer sucesso entre os meus leitores!".
Tomei conhecimento dessa torta perto do Ano Novo, através do Instagram da revista Bon Apéttit que alardeava o sucesso dessa sobremesa nas festas de Natal. A revista também destacava a praticidade da receita, que não precisava de forno.
Bom, a receita realmente não precisa de forno, mas o creme é cozido na panela, na boca do fogão, o que para mim acaba dando na mesma. Facilidades à parte, achei a torta tão linda que precisava ser feita sem demora.
Bom, mas o 'sem demora' levou quase três meses, né? A verdade é que no final do ano o meu modesto estoque de chocolate belga [trago de São Paulo sempre um pacote, quando vou] acabou, e por aqui, nessas cidadezinhas de menos de 50 mil habitantes do interior de São Paulo, só existe chocolate ao leite! Sério, nem uma barra de chocolate meio amargo daqueles bem comerciais [que são doces pra dedéu, aliás] você consegue achar!
Deus abençoe os Correios que me trouxeram, semana passada, um quilo de Callebaut em uma caixinha de isopor sem perigo nenhum de derretimento [meu medo de comprar chocolate em lojas na internet era de chegar aqui tudo derretido, por isso nunca comprava] e permitiu a execução dessa torta linda! 
Aqui em casa dividi a torta em três partes: ficamos com uma, minha mãe levou outra e meu irmão a terceira. Todo mundo adorou! Espero que vocês também gostem :)




Torta de Chocolate e Merengue Tostado
[receita levemente adaptada daqui, rende uma torta de 23cm de diâmetro].

Ingredientes para a massa:
5 colheres de sopa de manteiga sem sal;
200g de biscoito de chocolate sem recheio [na receita original eles usam um biscoito americano que lembra, na cor e no sabor forte, o Negresco ou Oreo - como eu não gosto muito usei biscoito de chocolate comum. Ah, se for usar Negresco descarte o recheio, tá?];
Uma pitada de sal;
60g de chocolate meio amargo [usei 56% da Callebaut].

Ingredientes para o creme:
4 colheres de sopa de manteiga sem sal;
4 gemas;
3 colheres de sopa de amido de milho;
1 e 1/2 xícaras de creme de leite fresco;
2 colheres de sopa de cacau em pó;
1 e 1/2 xícaras de leite integral;
3/4 de xícara de leite condensado;
200g de chocolate meio amargo [usei 56% da Callebaut].

Ingredientes para o merengue:
4 claras em temperatura ambiente;
1/2 xícara de açúcar refinado;
3/4 de xícara de açúcar de confeiteiro;
1 colher de chá de extrato de baunilha [coloquei por conta].

Prepare a torta:
Cozinhe a manteiga em uma panela pequena e em fogo médio, até espumar e ficar marrom meio cor de caramelo, sem queimar - demora uns 4 minutos. Retire do fogo.
Enquanto isso bata os biscoitos no processador até formar uma farinha fina. Transfira para uma tigela média.
Adicione a manteiga preparada e uma pitada de sal aos biscoitos triturados e misture bem, até conseguir uma farofa úmida. Passe a mistura para uma fôrma de torta de 23cm de diâmetro e pressione a farofinha contra as laterais e o fundo da fôrma, usando as costas de uma colher, para compactar e formar a massa. Leve para a geladeira por 20 minutos.
Enquanto isso derreta o chocolate, em banho-maria ou no microondas.
Depois da massa gelada, pincele delicadamente o chocolate sobre a massa, criando uma camada impermeável [que não vai deixar o recheio umedecer a massa]. Volte a fôrma para a geladeira enquanto prepara o creme.

Prepare o creme:
Cozinhe a manteiga em uma panela pequena e em fogo médio, até espumar e ficar marrom meio cor de caramelo, sem queimar - demora uns 4 minutos. Retire do fogo e reserve.
Derreta as 200g de chocolate em banho-maria ou no microondas. Reserve.
Em uma tigela média misture, usando um fouet, as gemas e o amido. Reserve.
Em uma panela média misture o creme de leite fresco com o cacau em pó até desmanchar todos os grumos. Junte o leite e o leite condensado e leve ao fogo médio, até quase começar a ferver.
Quando estiver prestes a ferver, retire a panela do fogo e derrame 1/3 da mistura quente sobre a mistura de gemas, misturando sem parar para não cozinhar as gemas. Volte tudo para a panela e volte a panela ao fogo médio, mexendo sem parar, até que a mistura ferva e engrosse bem [uns 4 minutos após o início da fervura são suficientes]. Retire do fogo.
Adicione o chocolate derretido ao creme, misturando com delicadeza. Por fim adicione a manteiga e a baunilha, e misture bem. 
Cubra o creme com plástico filme, rente à superfície para não formar película, e deixe esfriar por meia hora. Depois disso mexa bem o creme e recheie a massa de torta com ele. Alise a superfície, cubra com um outro filme plástico, também rente à superfície, e leve à geladeira por pelo menos 2 horas.

Prepare o merengue:
Na batedeira em velocidade médio alta bata as claras até conseguir picos moles. Adicione o açúcar refinado aos poucos, batendo sem parar até que o merengue fique mais firme e brilhante [5 minutos]. Vá juntando o açúcar de confeiteiro e batendo, por mais 2 minutos.
Espalhe o merengue sobre a torta gelada e fazendo movimentos rápidos com uma colher, para decorar. Doure o merengue com um maçarico.

Você pode preparar a torta com 1 dia de antecedência e deixar só para dourar o merengue na hora de servir.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pudim de pão com curd de limão e mirtilos



Olás, tudo bem?
Pudim de pão é puro confort food! É fácil de fazer, dá um fim digno para aquele pão amanhecido e ainda permite um monte de combinações, inclusive com ingredientes que sobram de pouquinho no fundo do armário, tipo coco ralado, gotas de chocolate, goiabada, até bala toffee.
Quando o pão de fôrma está próximo do vencimento ou quando tenho um dia especialmente ruim, me permito fazer uma cumbuquinha de pudim de pão e devorar tudo quentinho ainda, com um copo de leite. 
Semana passada, quando preparei minha primeira Challah [um pão tradicional judaico parecido com a nossa rosca simples - em breve posto a receita aqui], tratei de guardar um bom pedaço para transformar em pudim de pão - a textura macia de sabor bem neutro parecia ideal para isso! Puxei essa receita dos meus favoritos - faz tempo que eu estava ensaiando para testar - e em cinco minutinhos fiz meia receita de curd fresquinho. Besuntei bem as fatias de pão com manteiga e bastante curd, montei no refratário, espalhei uns mirtilos que eu tinha congelado e fiz o creme - aliás, meu creme levou mais açúcar que o da receita original, gosto pessoal mesmo [até porque minha receita de curd é pouco doce, bem azedinha]. Afoguei bem as fatias de pão no creme antes de levar ao forno e deixei descansar uns minutinhos. Depois foi só esperar assar e pronto, uma travessa cheia de pudim de pão cítrico, dourado e fumegante! Claro que ninguém nem esperou amornar.
Essa versão de pudim de pão é assada em banho-maria, assim o creme cozinha, doura e infla sem risco de talhar.


Pudim de Pão com Curd de Limão e Mirtilos
[receita levemente adaptada daqui]

Ingredientes:
200g de um pão macio de casca fina [vale brioche, pão de forma, rosca - fiz com Challah];
30g de manteiga sem sal, amolecida;
6 colheres de sopa de curd de limão [pra uma receita fácil clique aqui, meia receita basta];
150g de mirtilos;
250ml de leite integral;
250ml de creme de leite fresco [já usei de caixinha para fazer pudim de pão e no desespero funciona];
3 ovos;
1/2 xícara [100g] de açúcar [você pode colocar menos ou adicionar mais, vai do gosto. A receita original pede apenas 25g, mas para o meu gosto é pouco];
Raspas de 1 limão mais uma colher de sopa do suco do limão;
Açúcar de confeiteiro para polvilhar [eu não coloquei].

Preparo:
Preaqueça o forno a 180 graus.
Coloque uma chaleira com água no fogo, para o banho-maria.
Corte o pão em fatias de 1cm de espessura, retirando e descartando a casca [eu não retirei, não acho que precise se seu pão tem casca fina e macia]. Pincele manteiga e o lemon curd [generosamente] em todas as fatias, e então corte-as em 2 ou 3 partes, formando triângulos [se for pão de fôrma, corte em 4 partes para conseguir 4 triângulos].
Distribua metade das fatias sobre um refratário com capacidade para 1 e 1/2 litros [ele deve ter uns 6 cm de altura, pelo menos]. Sobre elas espalhe metade dos mirtilos. Então cubra com o restante das fatias de pão e por cima o restante dos mirtilos. Se sobrou um restinho do lemon curd, pincele um pouco mais sobre as fatias superiores. Reserve.
Em uma tigela misture bem o leite, o creme, os ovos, o açúcar, as raspas e o suco de limão. Despeje com delicadeza essa mistura sobre as fatias montadas no refratário e deixe descansar por 5 minutos, pressionando as fatias de pão da camada superior para baixo de vez em quando, para que todas absorvam bastante da mistura de leite.
Coloque o refratário dentro de uma assadeira retangular média, que tenha pelo menos 5cm de altura, e coloque dentro do forno. Para o banho-maria, cuidadosamente adicione a água fervente na assadeira até alcançar a altura da metade do refratário.
Asse por 30 a 35 minutos até que dourar e inflar. Retire a assadeira do forno, retire o refratário do banho-maria e deixe esfriar por uns 3 minutos. Sirva quente/morno, com açúcar de confeiteiro polvilhado por cima.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Pão Artesanal, primeira e segunda tentativas



Olás, tudo bem?
Eu definitivamente não sou de fazer pão - não tenho a experiência necessária para saber se tá dando certo, se é preciso mais farinha, se está no ponto, nem nada. Por isso nem tento. Mas é que outro dia vi uma receita tão, mas tão fácil, e com um resultado tão bonito, que tive que botar a mão na massa. Botar a mão na massa só no sentido literal, porque esse pão é tão fácil que nem precisa amssar. A receita é a seguinte:


Pão Artesanal sem sova
[É esse da foto acima] 

Em uma tigela grande misture 3 xícaras de farinha de trigo + 2 colheres de chá de sal  +  1 colher de chá de fermento biológico seco. Junte 1 e 1/2 xícaras de água morna e misture com um garfo. Cubra a tigela com filme plástico e deixe descansar em temperatura ambiente por pelo menos 8 e no máximo 18 horas. 
Depois disso passe a massa para uma superfície limpa e enfarinhada e com as mãos, também enfarinhadas, molde uma bola. Cubra a bola de massa com filme plástico e reserve por 30 minutos.
Esse 30 minutos serão o tempo certinho de preaquecer o forno: ligue o forno a 230 graus e dentro coloque uma panela de ferro grande com tampa. A minha tem 24cm de diâmetro. Pode ser esmaltada, sem esmalte, de barro ou cerâmica. Deixe esquentar por 30 minutos.
Retire a panela quente do forno com cuidado, e dentro dela coloque a bola de massa [se sua panela não for esmaltada, cubra o fundo com um disco de papel manteiga levemente enfarinhado]. Tampe a panela e volte para o forno por meia hora. Então retire a tampa da panela de deixe mais 15 minutos no forno. Retire o pão, deixe esfriar por umas 2 horas sobre uma grade e pronto.

Diferente de tudo o que é receita de pão, né? E fica lindo, com cara de pão italiano: casca grossa, miolo bem mais pesado que do pão francês, formato redondo. Realmente um bom resultado para uma primeira tentativa, ainda mais com uma receita tão preguiçosa.
Só fica devendo em sabor - pão italiano tem um gosto azedo bem característico que esse não tem. Talvez por isso você possa adicionar sabores à massa, logo na mistura inicial, como queijo parmesão, ervas, azeitona, linguiça defumada. Eu não tentei. Ah, consegui melhores resultados com farinha para pão [tem no mercado ou você pode pedr na padaria, ara te venderem um pouco, também].

Minha segunda tentativa veio da procura de uma receita mais complexa [em busca de um sabor mais sofisticado e de um pouco de leveza na massa], mas que ainda usasse a panela de ferro. É que de outra forma eu precisaria de um forno com vapor, ou simular vapor no forno, o que já complicaria as coisas.
Achei a receita na Bon Appétit e, bom, ela é realmente mais complexa - usa uma mistura de farinhas [comum, integral e centeio], tem muito mais etapas no preparo e demora 3 ou 4 dias. Então fica a dica - só faça se estiver muito a fim.
Como eu não tinha farinha de centeio e tinha pouca farinha integral em casa, acabei adaptando minha receita para farinha branca mesmo. Minha mãe, que é padeira, disse que isso não foi uma boa idéia, mas enfim.
Mesmo assim, consegui um pão muito, mas muito mais saboroso que o anterior. Diferença gritante mesmo. E sim, bem mais leve, e todo cheio de alvéolos. Gostei! 
Minha mãe disse também que se eu tivesse usado as farinha corretas pedidas na receita, teria ficado perfeito, e que a farinha branca para pão, que é rica em glúten, acaba deixando o miolo mais 'plastificado' [isto é, menos 'felpudo'] do que deveria ser e acaba também alterando para menos a quantidade de água da receita. Por isso deixo aqui a receita original, que um dia pretendo seguir à risca.
Meu próximo passo no caminho da panificação vai ser migrar para fermentação natural e para pães franceses. Mais isso vai ter que esperar um pouco, estou com saudade de preparar uma boa sobremesa!
Espero que gostem!


Pão Rústico da Bon Appétit
A receita é retirada daqui - super recomendo uma visita  - tem até um vídeo e fotos do passo a passo, bem explicadinho.

Dia 1: 
Preparando o poolish, ou "esponja":
Em uma tigela grande [use a tigela da sua batedeira planetária] misture 117g de farinha de trigo integral; 75g de farinha de centeio; 1/8 da colher de chá de fermento biológico seco e 1 e 1/4 xícaras [300g] de água em temperatura ambiente. Misture com uma espátula até que não sobre nenhum pedacinho seco. Cubra a tigela com filme plástico e deixe descansar em temperatura ambiente por 14 a 18 horas.

Dia 2: 
Faça o 'teste de flutuação': 
Encha uma tigelinha de água em temperatura ambiente e coloque uma pontinha de colher da 'esponja' nela: se a massa flutuar é porque já está madura. Se não, tente novamente em 30 minutos.

Processo de Autólise:
Junte 1 e 1/4 xícaras [300g] de água em temperatura ambiente à esponja, e misture bem com uma colher de pau. 
Adicione 103g de farinha integral e 412g de farinha de trigo branca à mistura e misture bem, com a colher de pau, até não sobrarem mais pedacinhos secos.
Cubra a tigela com filme plástico e deixe descansar por 2 horas.

Salgando e batendo a massa:
Adicione à massa 17g de sal mais 1/4 de xícara mais 1 colher de chá [65g] de água em temperatura ambiente. Bata na batedeira, com o gancho para massas pesadas, em velocidade médio-baixa por 2 minutos. Então aumente a velocidade para médio-alta e bata por 8 a 12 minutos, até quase toda a massa enrolar no gancho enquanto bate. Cubra a tigela com filme plástico e deixe descansar por 15 minutos.

Trabalhando a massa:
Trabalhe a massa sobre uma superfície lisa e limpa, e usando uma espátula ou raspador: puxe a massa da mesa, até a altura dos olhos, e bata ela de volta à mesa, com força. No começo isso vai parecer complicado porque a massa é grudenta demais, mas com o tempo ela vai ficando mais elástica e menos líquida. Trabalhei a massa dessa forma uns 15 minutos, mais ou menos, até conseguir o ponto de véu.

Teste do ponto de véu:
Pegue um pedacinho da massa e puxe entre suas mãos, esticando com os dedos - a massa deve formar uma película lisa, quase transparente, antes de rasgar.

Volte toda a massa para a tiela, cubra com filme plástico e deixe descansar por meia hora.
Retire o filme plástico e com o raspador de massa puxe um dos lados dela para o alto, dobrando-a de volta sobre si mesma. Faça isso em 4 lados da massa, como em cruz. Cubra a tigela novamente com filme plástico e deixe descansar mais meia hora.
Repita esse processo por mais 2 vezes, deixando a massa descansar meia hora entre cada vez.
Por fim deixe a massa descansar, cobertura, por entre 30 minutos e 1 hora, até dobrar de volume.

Faça o teste de fermentação:
Molhe a ponta do dedo em óleo e pressione um ponto da massa, fazendo um buraquinho - a massa deve voltar devagar, mas ainda manter uma depressãozinha.

Passe a massa para uma superfície enfarinhada [use farinha branca] e repita o processo das 4 dobras [em cruz, erguendo cada lado e dobrando sobre si mesma] pela última vez. Vire a massa com essas dobras para baixo, enfarinhe sua superfície e cubra com um pano de prato limpo. Deixe descansar até que a massa cresça e apareçam algumas bolhas - entre 30 e 50 minutos.

Forre um escorredor de macarrão de 24cm de diâmetro com um pano de prato limpo e polvilhe com uma camada uniforme de farinha de arroz ou fubá. Reserve.

Boleando a massa: 
Retire o pano de prato que estava sobre a massa, polvilhe-a com um pouco mais de farinha branca e, usando as mãos e o raspador, vá emburrando de leve aos bordas da massa sob ela mesma, para dar formato ao pão. Gire a bola de massa sobre si mesma ligeiramente e vá repetindo os movimentos e empurrar as bordas para baixo da própria massa, até conseguir uma bola lisa de massa.
Com cuidado  levante a bola de massa da bancada e passe-a para o escorredor preparado, com a parte lisa voltada para baixo. O escorredor vai conservar o formato do pão enquanto ele descansa na geladeira. Enfarinha a parte da massa virada para cima, ligeiramente, cubra com filme plástico e leve à geladeira, 
Reserve na geladeira por um dia ou dois - quanto mais tempo, mais complexo os sabores do pão. 

Dia 3 ou 4: 
Finalmente é hora de assar o pão:
Ligue o forno a 230 - 250 graus. Coloque a gradinha do forno no apoio do meio e sobre ela uma panela de ferro grande [24cm de diâmetro, pelo menos], com tampa, para esquentar [pode ser panela de ferro esmaltada, sem esmalte, de cerâmica ou barro]. Deixe esquentar por 40 minutos.

Corte um disco de papel manteiga com pouco mais de 24cm de diâmetro, polvilhe farinha sobre ele [eu esqueci de polvilhar e o papel grudou todo no pão] e vire o escorredor com a massa sobre ele, para desenformar.
Com uma navalha ou estilete faça uns 4 cortes sobre a massa, de 1 e 1/2 cm de profundidade.
Retire a panela com cuidado do forno quente e transfira com cuidado a massa sobre o disco de papel manteiga para dentro dela. Cuidado para não se queimar.
Cubra a panela e volte ao forno por 15 minutos. Então retire a tampa da panela e deixe o pão cozinhar por mais 30 a 40 minutos, até a crusta ficar bem bonita e escura, quase deixando queimar. Eu disse quase.
Retire o pão da panela e deixe descansar sobre uma grade para esfriar. Assim que esfrie o suficiente para ser manuseado, retire o papel manteiga.
Deixe esfriar por pelo menos 2 horas antes de cortar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Bolo de Merengue e Maracujá da Nigella



Olás, tudo bem?
Faz um tempão que eu venho paquerando o Lemon Meringue Cake do site da Nigella! Diferente dos bolos de limão e merengue comuns, nessa receita o suspiro assa no forno junto com a massa do bolo, formando uma camada macia e esponjosa, como o interior de uma pavlova, e uma casquinha crocante por cima. Tudo isso recheado com creme chantilly e curd de limão. Não tem como não ficar bom, né?!
Aproveitei que semana passada eu havia feito uma receita de curd de maracujá [minha tia planta maracujás no sítio e quando é época a família toda ganha quilos da fruta, todas enrugadas e pesadinhas] e resolvi botar, finalmente, a vontade do bolo da Nigella em prática. E só depois do curd pronto, o merengue batido e todos os ingredientes da massa do bolo separadinhos e pesados, percebi que minhas fôrmas redondas estavam todas, sim, todas, na casa do meu irmão. 
É que quase todo final de semana acontece um tráfico de sobremesas da minha cozinha direto para a casa do meu irmão, sabe? O problema é que eu sempre me esqueço de trazer as fôrmas, tigelas e recipientes de volta. 
Então o jeito foi engolir meu orgulho de bolos redondos [não gosto de bolos de camada quadrados, nem acho que ficam bons nas fotografias] e assar meu bolo todo numa fôrma retangular mesmo, de 32x23cm, cortar o bolo ao meio depois de pronto e rechear. É claro que essa gambiarra resultou num bolo com formato estranho, alto demais, retangular demais, com cara de meio bolo. Mas ficou tão gostoso que resolvi postar assim mesmo! Afinal, aparência não é tudo, certo? 
A receita abaixo está como a da Nigella, usando formas redondas. 
Espero que gostem!


Bolo de Merengue e Maracujá da Nigella
[adaptado daqui]

OBS: a receita abaixo, original, assa o bolo em duas fôrmas redondas de 20cm de diâmetro. Como eu estava sem minhas fôrmas em casa, assei meu bolo todo em uma fôrma retangular de 32x23cm e na montagem cortei o bolo ao meio [ficando duas metades de 23x16cm cada], para poder rechear].

Para o curd de maracujá:
1/2 xícara de suco de maracujá natural;
Suco de meio limão;
1/2 xícara de açúcar refinado;
1 ovo mais 1 gema;
4 colheres de sopa [60g] de manteiga sem sal;
1/2 colher de chá de extrato de baunilha.

Para a massa do bolo:
125g de manteiga sem sal, em ponto de pomada;
4 gemas;
1/2 xícara mais 1 colher de sopa [100g] de açúcar refinado;
3 colheres de sopa [25g] de amido de milho;
3/4 de xícara mais 1 colher de sopa [100g] de farinha de trigo;
1 colher de chá de fermento em pó;
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio;
Raspas da casca de 1 limão;
4 colheres de chá de suco de limão;
1/4 de xícara de leite.

Para o merengue:
4 claras de ovo;
1/2 colher de chá de cremor tártaro;
200g de açúcar refinado;
1/2 colher de chá de extrato de baunilha.

Para o recheio:
150ml de creme de leite fresco bem gelado;
1 colher de sopa de açúcar refinado.

Comece pelo curd de maracujá:
Em uma panela pequena de fundo grosso leve ao fogo o suco de maracujá, o suco de limão e o açúcar, em fogo baixo até começar a ferver. Enquanto isso em uma tigelinha bata levemente o ovo e a gema. 
Quando a mistura ferver, derrame metade dela sobre a mistura de ovo, misturando sem parar com um fouet para que os ovos não cozinhem. Volte tudo para a panela e cozinhe em fogo baixo, mexendo sem parar, até que o creme engrosse e fique amarelo translúcido. Faça o teste: mergulhe uma colher no creme retire - ela deve ficar recoberta de curd.
Espere esfriar por 10 minutos, então adicione a manteiga, um pedacinho por vez, misturando até dissolver. Por fim junte a baunilha.
Cubra o curd com um filme plástico, para não formar película, e mantenha na geladeira enquanto prepara o bolo.

Prepare o bolo:
Preaqueça o forno a 200 graus.
Unte 2 fôrmas de 20cm de diâmetro com manteiga e cubra o fundo das fôrmas com um disco de papel manteiga cada. Unte também o papel manteiga. Reserve.
Na batedeira bata a manteiga, as gemas e o açúcar, até ficar claro e cremoso. Junte o amido; a farinha, o fermento e o bicarbonato e bata para incorporar. Por fim junte o suco de limão e o leite, e bata rapidamente.
Divida a massa entre as duas fôrmas preparadas, nivelando a superfície com uma espátula. Reserve.

Prepare o merengue: 
Na batedeira bata as claras e o cremor tártaro até espumar e formar picos moles. Com a batedeira ligada adicione o açúcar, uma colherada por vez, batendo bem até que o merengue fique bem liso e brilhante. Junte a baunilha e misture com uma colher grande.
Divida o merengue entre as duas fôrmas, cobrindo a massa crua com o merengue.
Leve as fôrmas ao forno e asse por 25 minutos.
Retire os bolos do forno e deixe que esfriem na fôrma. 
Passe uma faquinha sem serra com cuidado ao redor de cada bolo, para desgrudar a fôrma, e vire-os sobre uma folha de papel alumínio. vire os bolos novamente, com cuidado, para ficarem com o merengue para cima. Reserve.

Prepare o recheio: 
Bata o creme de leite fresco bem gelado com o açúcar até conseguir picos médios. Reserve na geladeira.

Na hora de montar:
Sobre o prato de servir coloque um dos bolos, totalmente frio, com o merengue virado para cima. Sobre ele, espalhe o chantilly, e por cima distribua colheradas do curd de maracujá, mesclando com uma colher. Coloque o outro bolo com cuidado, por cima, com o merengue virado para cima.
Conserve o bolo na geladeira até o momento de servir.